Muitos dizem que a vaidade é inerente a condição humana, outros, como os religiosos, a condenam por ser considerada um dos sete pecados capitais. Bem, não é raro se deparar com notícias de cirurgias plásticas que resultaram em verdadeiras catástrofes ou com bizarrices mil no caminho da busca incessante pela imagem perfeita. Entretanto, ontem me deparei com algo realmente estranho, que, aliás, foi a minha inspiração para este texto.
Quando vi a manchete de que uma mulher exibiria seios gigantes que, ao que tudo indica, crescem 2,5 cm por mês, eu não pude deixar de ler o conteúdo de uma matéria tão inusitada. Pois é... Foi após ler tal matéria que pude constatar que a vaidade humana às vezes não conhece seus limites e beira a insanidade completa em alguns casos. Resumindo a história, a modelo norte-americana Chelsea Charms fez implantes mamários de polipropileno que, ao absorver fluidos carporais, crescem. Nem preciso mencionar que ficou a coisa mais grotesca possível, preciso? E não para por ai... Na mesma página da referida matéria ainda trazia outros casos de vaidade sem limites. Será que essa superexposição midiática e a fama que ela traz não influencia outras pessoas a praticarem insanidades com o corpo da mesma forma? Provavelmente sim...
É então que eu fico pensando... Até onde é válida a vaidade humana? Qual o limite para ela em uma sociedade em que o exterior é acintosamente privilegiado em detrimento do interior?
O que eu posso ver é que diversas vezes somos discriminados ou sofremos algum tipo de preconceito em função da nossa aparência. Quando o artista é muito bonito, ele passa uma infinidade de tempo para provar a qualidade do seu trabalho, quando um candidato a algum emprego não se veste bem ou não possui boa aparência, ele é logo descartado. Enfim, em uma sociedade em que o exterior é tão supervalorizado, não me assusta tanto o fato de presenciarmos tantas atrocidades feitas com o corpo e a perda do senso e do tênue limite que separa aceitável do exagero. É nessas horas que eu concordo com o não tão velho clichê... Deve ser o fim dos tempos.








