inconsistência leve

domingo, 31 de julho de 2011

Tudo é festa!! Algo nos resta?

Oba oba!!
A copa está chegando
E meu Brasil multinacional
Vai o poder a larápios delegando


E as comemorações começam com um tom ufanista e exemplar
E até chegar o dia da abertura dos jogos e da brincadeira   
Pouco é o tempo para se construir e arrumar...
Mas há tempo de sobra para a Constitucional Robalheira


Viva ao Brasil e viva a nação
Silenciosa frente a iminente corrupção


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu? Passarinho...

O que escrever quando um nada enorme se agiganta em sua mente?
Eu poderia tentar liberar, parafraseando Drummond, a poesia que está viva aqui dentro.
Eu poderia falar sobre tantas coisas que me intrigam e me fazem refletir.
Eu poderia, mais uma vez, mostrar minha indignação em palavras com esse nosso Brasil.
É... Eu poderia...

Mas hoje está com um gostinho de despedida.
Mas hoje minha cabeça martelante e pesada gostaria de estar em outro lugar, fora do meu corpo.
Mas hoje a sensação que tenho é de querer ser um pássaro, uma brisa, ou qualquer outra coisa leve e com liberdade para ver o mundo.
O "deve", o "precisa" e o extenuante "ter que" são um peso dilacerador algumas vezes.
Mas não há tempo a perder.
Mas não pode se perder o passo.
A vida não te espera.


Meu eu passarinho
Esta preso numa gaiola vazia
À noite ele sonha que voa
E sorri, mesmo voando sozinho
Pois voar é sua maior terapia
Seus olhos contentes se fecham ao leve toque da garoa



Mas logo mais um dia amanhece                  
Leva seu voo e deixa a esperança          
Meu eu passarinho nunca se esquece
De realizar os invencíveis sonhos de criança.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Encontro.

D                                           d
    i          a                   n                    o
         v        g       a                                   pelos meus pensamentos 


Encontro exatamente
                                      Quem 
                                                    Sou.


Assim me livro dos meus tormentos


E sorrio para mim!


Prazer em conhecê-la, Isabela.








domingo, 10 de julho de 2011

Desafio

Tudo que mais gosto e tudo que me inspira
Conspira para que eu seja um ser feliz e pleno.
E diante das inexatidões da vida, 
O desafio que em nada me intimida,
            Aceito com ar sereno.


                                                                              O olhar.


                                        A percepção que me falta.


                     Não aprendo agora.
                                       
   
   Apenas os faço renascer.

domingo, 26 de junho de 2011

A ti.

Ontem me disseram ter sentido tua presença                           
E que há muito estás a rondar sem plano e sem lugar                
Mas mesmo tendo em meu coração muita fé e muita crença
Não há hoje neste mundo quem possa te ajudar                                  

Foi tu quem escolhhestes o rumo da tua vida
Agora não há nada que se possa mais fazer            
Minha reza algo vale, mas minha mão está tolhida
Se teus erros foram muitos, a alma precisa padecer

Viver é mais que respirar, é ter responsabilidade                         
É saber que o outro possui sentimentos e um coração                  
É saber que nem tudo se resume em venerar a liberdade
É valorizar mais as pessoas, é seguir tua vocação.

Teu erro maior foi dar ouvidos ao egoísmo          
Esse vil sentimento que não leva ninguém a nada            
Que conduz o homem cegamente ao abismo
E que encurta mais ainda tua tortuosa estrada

E se acaso ainda continuas buscando teu caminho                
Se acaso teimas em permanecer presente junto aos teus
Não pense que ficarás eternamente sozinho
Pois para aqueles que creem, grande é o perdão de Deus.

domingo, 19 de junho de 2011

Crônica de Boa noite

- Para de ler e vem para a cama dormir!
Isso sempre acontece quando estou com um bom livro em mãos na confortável poltrona de nosso quarto.
- Eu não sei o que você tanto lê! - ela disse, fingindo estar irritada.
- Se você quiser eu posso ler para você também...
- Eu não quero ouvir o que você está lendo. Eu quero que você venha se deitar!
- Tudo bem, eu vou daqui a pouco.
- Ah, não... Vem logo... Assim eu não consigo dormir.
- Meu Deus! A luz do quarto está apagada e a luz da luminária não chega até você. O que te impede de dormir?
- Não é a mesma coisa sem você aqui... Vem...
Por mais que se tente, não há como vencer a vontade de uma mulher. Fechei o livro, apaguei a luminária e, contrariado, porém vencido, fui para a nossa cama.
- Me abraça? - ela perguntou manhosa.
Envolvi-a com meus braços pensando com que  mulher dengosa e mandona me casei.
- Vê se não vai roncar essa noite! - ela protestou, como se alguém pudesse controlar o ronco - Você faz tanto barulho, que me atrapalha dormir.
Com um vinco na testa, me limitei a responder um "tá bom, meu amor" e um "boa noite".
- Boa noite - disse satisfeita.
Essa noite demorei horas a pegar no sono, angustiado com a dúvida de ser um sonífero ou um causador de insônias profissional.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O jogo da vida

Olá a todos!
Como não tive como postar nada no domingo, como de costume, e como estou meio sem tempo nesse começo de semana, vou deixar aqui uma marca em família. Esta é uma poesia de alguém que é nada menos que uma verdadeira inspiração para mim. Este é um de meus poemas preferidos dessa encantadora poetisa!



Minha vida
não foi estrada
de chão aplainado
com flores nas margens.,
não foi mesmo não...

Eu vim tropeçando
por árduos caminhos
subindo ladeiras
forçando os pulmões
cansando meu corpo
partindo grilhões.

As mãos lacerando
por entre espinheiros
sorrindo e chorando
eu vim caminhando.

Pagando em frações
o custo da vida
o cimo alcancei.
E agora, do alto,
olhando pra baixo
eu falo a mim mesma
- Meu Deus, quanto andei!
Cansada me sento
pensando no acervo
de tudo que fiz.
eu vim apostando
no jogo da vida
e ainda persisto
porque só lutando
me sinto feliz.
Mas sei que ganhei,
ganhei a partida!

Virgínia G. Tamanini









domingo, 5 de junho de 2011

Vida leve II

Meu coração, tão cansado de decepções e desafetos, decidiu tirar férias.
Fica então decretado:
É proibido dar importância às inutilidades.
É proibido chorar por culpas que não são suas.
É proibido se entristecer por puerilidades alheias.

Nesse mundo de confusões, só é permitido:
Respeitar o outro,
Aceitar o outro,
Ser você mesmo,
Estar em paz consigo
E ser feliz!

domingo, 29 de maio de 2011

Essência de fé



Na profundeza de meus pensamentos
Temo ainda pela sua ausência
E diante dos meus mais puros sentimentos
Vejo que nada se iguala a sua essência


Se é certo que tudo que vive, um dia morre
E que a vida sempre imprime a sua pegada
Não posso parar o tempo, que, sem pressa, corre
Não posso fazer do medo minha constante morada


E me fazendo sempre mais forte
E me inspirando na sua fé
Sinto que posso mudar minha sorte
Assim como o vento muda a maré


E sua certeza em meu crescimento
Não será inútil, não será em vão
Pois essa mesma certeza é meu alimento
E grita solene em meu coração


                                                        Bela.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Brasil: esconda sua cara!

Esconda a sua cara diante da vergonha pela qual você está há tanto e, cada vez mais, vivendo. A cada dia que passa, o Brasil se supera em seu circo político. Fico triste e, devo dizer, revoltada ao ver o invejável empenho com que que o Governo brasileiro tenta proteger o atual Ministro da Casa Civil, o digníssimo senhor Antônio Palocci.  Espera-se de um país sério que seus governantes deem o exemplo de ética e respeitabilidade para o seu povo. Seria esperado também que o ocupante do segundo cargo mais importante do país fosse, no mínimo, mais merecedor dele.

Após o vazamento de denúncias de enriquecimento relâmpago do ministro Palocci, o que estamos presenciando em nosso cenário político, infelizmente, é a falta de compromisso dos governantes com que os elegeu. Eu, em minha limitada sabedoria política, acho lamentável a postura do PT e seus aliados em proteger o ministro de eventuais convocações para explicar a origem de tanto dinheiro ou os meios para se conseguir um crescimento exponencial de seu patrimônio em um curto período de tempo como o visto. Sou adepta da velho ditado popular do "quem não deve não teme". Pode até ser um clichê muito usado, mas para quê tanto se esconder se não fez nada de ilícito? E, no caso de Palocci, para que entrar em contradição e colocar sua credibilidade em jogo se não há nada a temer?

Caso o leitor ou a leitora não tenham compreendido, clarearei a mamória. Em 2008, quando Palocci era então deputado do Governo Lula, foi apresentado um projeto de lei, pelo próprio Palocci, que,  justamente, objetivava dar maior publicidade a informações sobre pessoas públicas. É no mínimo curioso que, pouco anos depois de defender tal proposta, o nosso Ministro da Casa Civil seja tão veemente em proseguir em seu silêncio e em sua negação do óbvio. O mais curioso ainda é o fato de o nosso ex-Presidente, o senhor Luis Inácio Lula da Silva, vir logo em defesa de seu companheiro e pronunciar mil e uma desculpas estapafúrdias para o enriquecimento espantoso de Palocci. Isso me leva a pensar algumas coisas... Por quê Lula está tão preocupado em abafar o caso de seu companheiro? Aliás, para quem ainda se lembra, há muito que Palocci é o protegido de Lula... desde o mensalão e do caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo e de tantas outras falcatruas que nosso ministro já esteve envolvido. E já que falei do ex-Presidente, não custa nada a mim aludir também a nossa Presidenta. Ela ainda não se pronunciou sobre o assunto... isso também me leva a pensar sobre o porquê. Por que a chefe de Estado do Brasil não está querendo que um simples fato seja esclarecido pelo bem da credibilidade da democracia brasileira?

Infelizmente, sei que tais questionamentos são inúteis quando lembramos que este é o Brasil, a terra do tudo posso e do nada faço. Brasil, a terra da juventude desencantada e passiva diante da robalheira instaurada e, aparentemente, institucionalizada. E, assim, continuaremos indefinidamente deitados em berço esplêndido.