inconsistência leve

domingo, 3 de abril de 2011

Quando se é jovem




Quando se é jovem, quanta besteira não se fala?
E diversos são os ideais que se acredita com a mais pura convicção.
Tantos caminhos sinuosos... tanta coisa errada....
Tantos verbos audaciosos: Eu acredito, eu falo, eu vou....
E tanta primeira pessoa junta...

Quando se é jovem, tem-se muita vontade e pouca experiência
Mas viver tem como consequência ensinar que nem tudo que parece é...
E os verbos antes audaciosos, são levados pela correnteza da vida e se tornam implacáveis
O eu acredito, se torna hoje eu sei
O eu falo, se torna antes eu reflito
E o eu vou... o eu vou se torna já voltei...

Voltei e vi que nada daquilo que eu acreditava ser tão verdadeiro, realmente era.
E tantas realidades que eu sonhei serem sublimes,
Tragaram-me cruelmente para a sua real existência
E me levaram a entender que perfeito são só os sonhos....
E, às vezes, nem mesmo eles....

Se enganar é algo tão natural na juventude....
De engano a engano vai se construindo a sapiência
E aquele olhar petulante de dono da verdade, e, porque não, de dono do mundo
Com o tempo, transforma-se em um espelho da admissão dos próprios erros
E em humildade para reconhecê-los.

domingo, 27 de março de 2011

Meu ano favorável

Ano passado fiz uma viagem ao Rio. Na casa em que fiquei hospedada, foi-me destinado um quarto em que continha vários livros. Ouso até dizer que eram livros bem exóticos. Como eu gosto muito de ler, logo comecei a “fuçar” os exemplares a procura de algum de que eu gostasse. Logo me deparei com um que me chamou a atenção.
Para os mais curiosos (como é o meu caso), aquilo que não se entende ou não se conhece muito bem exerce um certo poder de atração que objetiva a aquisição do conhecimento sobre o tal tema desconhecido. Então, quando achei um livro daquelas coisas de esoterismo, signos e tal, comecei a folhear e achar umas coisas tipo seu anos favoráveis, seus números da sorte, os números que formam o seu nome e a influência deles em sua personalidade, (...). Não que eu acredite, mas... sabe como é... a curiosidade fala mais alto. Bem, moral da história... de acordo com meus cálculos (que, muitas vezes, não podem ser considerados 100% corretos), meu ano favorável seria 2010. Uau!!!! Eu estava no ano favorável!!! Não é legal?

Pois bem, eu não acredito nessa história de ter certos anos que vão dar tudo certo na sua vida. Já pensou? Eu acho que depois de 2010 o meu seria só em... 2035. Meu Deus!! É muito tempo esperando...

Porém, uma coisa pode-se dizer que o tal livro acertou. Esse ano me foi favorável, não para a realização de sonhos, mas para grandes aprendizados. Não digo que não fiquei, diversas vezes, triste. Não digo que não tive vontade de desistir. Mas, ainda bem que vontade é algo que dá e passa, como poderia dizer o sábio Osho. [http://www.palavrasdeosho.com/2010/03/mude-seu-foco-para-os-intervalos.html ]

Hoje sinto que estou mais forte, mais preparada às intempéries da vida, porque a partir do momento em que você verdadeiramente se conscientiza que uma mudança em algum aspecto se faz necessária, essa mudança se faz naturalmente. Não adianta as pessoas dizerem que acreditam em você se você mesmo não acredita. Não adianta procurar a felicidade em outras pessoas ou em momentos passageiros se você não a sente dentro de si.

Os momentos ruins passam. As provações por que passamos são necessárias a nossa evolução pessoal. Então, desistir se mostra um opção boba. Não adianta, pois você terá que passar por essa ou aquela situação para evoluir. São duas opções: Ou se anda para frente ou se estagna. Não é possível retornar, então fique de olho e escreva as palavras certas em seu livro da vida!



quarta-feira, 23 de março de 2011

Homenagem


Eis que hoje mais uma alma se liberta
Dessa prisão incerta que é a realidade humana.
Eis que hoje mais um destino se cumpre
E mais um ser se desnuda
De toda a vã futilidade mundana.

Vejo-te como uma boa alma
Que, recém-chegada ao céus,
Deixa-te preencher pela divina calma
E sem precisar de máscaras ou véus
Deixa-te ver como realmente és.

Vejo-te como um espírito alerta
A todo o som e a toda mudança
Que finalmente encontrou a paz.
E com um suspiro de quem se compraz
Livre te sentes de toda a dor encoberta.

Sente, paradoxalmente, mais vida
Mesmo depois de encontrar a morte
Pois agora eis que vês tua nova sorte
E, com um sorriso de passageira melancolia,
Vira a página de uma existência sofrida.

E junto aos anjos cantando
Plena te sentes como nunca antes havia
Pois, agora, todo o sofrer, todo o pranto
E todo o possível desencanto
Trasformou-se em resplandecente alegria.

Para D.

Bela

domingo, 20 de março de 2011

Na contramão















Quanto mais eu vivo, mais eu aprendo

Que essa vida não é um espaço inteiro, mas só um remendo....

Bela.

domingo, 13 de março de 2011

Complicado mundo novo

Às vezes eu fico pensando porque a vida não podia ser menos complicada... Um pouquinho mais de sombra e água fresca não iria ser tão ruim assim. Os seres humanos poderiam dificultar menos o andamento das coisas e simplesmente viver como se não houvesse amanhã, porque, na verdade, pode mesmo não haver... Em meio ao caos de sentimentos contraditórios humanos, a felicidade acaba mostrando sua face apenas em breves momentos. Quem dera esses momentos durassem para sempre... Quem dera ninguém fosse ferido no decorrer de nossa vida. Acontece que sem você perceber (ou mesmo percebendo) alguém sempre sai ferido. Os dias nascem com pontas escondidas que podem furar a sua alma se você não tomar cuidado e, despercebidamente, essas pontas podem encostar em você antes mesmo que se dê conta da existência delas.


É fato incontestável que a vida nos traz surpresas ao longo da jornada. Umas são boas (graças à Deus), mas outras seriam melhor que nunca tivessem aparecido. Um dos maiores aprendizados que a mestra vida pode nos conceder é ensinar a lidar com as surpresas ruins. O que determina toda a sua história é a forma com que se lida com os fatos desagradáveis. Há pessoas que passam toda a sua jornada na terra sem esse aprendizado e, infelizmente, acabam vivendo seus dias como se estivessem constantemente nublados. Chega uma hora em sua vida que seu céu interior está tão carregado de nuvens negras que o sol nem sequer se arrisca a se aproximar. O medo de encontrar a felicidade e de viver plenamente agrega mais e mais nuvens a cada dia que vai passando. O expurgar desse medo faz com que as nuvens carregadas se precipitem em forma de pranto e, com o terminar da tempestade, não deve-se mais deixar que aquelas velhas nuvens se aproximem novamente.

Às vezes pode não ser fácil mantê-las longe... mas, para facilitar essa missão, é importante sempre se lembrar que, mesmo quando a vida mostra seus caminhos tortuosos, o melhor continua a ser, simplesmente, vive-la.

terça-feira, 8 de março de 2011

Crescimento da guerreira

Menina curiosa que ronda afazeres adultos.
Criança esperta que transforma pequenos materiais em grandes brincadeiras.
Menina manhosa que nunca perde a manha...
Manceba que, inteligente, vai estudar.
E, sendo jovem de forte personalidade, aprende a ser mulher.
E, já mulher, aprende que amar faz todo o sentido.
E, já amando, volta a ser criança  em breves momentos.
E, assim, nessa explosão de sentimentos, quem sabe não vai casar?
Os dois, diante do amor, se tornam apenas um.
Mãe de fibra concebe seu primeiro filho.
E dois e três e quantos mais quiser.
Porque a vida é severina, mas ela é forte, ela é mulher.
Os filhos crescem, vão embora... Afinal, pássaros nasceram para voar....
E a mulher, já senhora, às vezes chora, mas ninguém deve se preocupar.
Porque coração de mãe é mesmo assim... não tem começo nem fim....
A senhora não quer ficar para trás!
Vai malhar, estudar, coloca a mente em funcionamento.
E se lembra do tempo em que passava horas a trabalhar.
Trabalhava fora, trabalhava em casa....
Dava o sangue e seus dias para cumprir o seu papel.
O seu papel de mulher, de profissional, de mãe, de esposa.
Tantos papéis para uma só pessoa!
Há mesmo que se ter muito amor....
Há mesmo que se ter muito vigor....
E estrogênio correndo nas veias!

Por isso, Parabéns a todas as mulheres guerreiras de todo o mundo! 


 



Curiious litlle girl that keep herself around adults stuff.

Smart child that turns small materials into big games.
Sly girl that never loses her slyness ...
Girl that smart, begings studying.
And,, being a young girl of strong personality, learns to be a woman.
And, being already a woman, learns that love makes sense.
And, already loving, begins to be a child again at some moments.
And so, in this explosion of emotions, who knows she won't get married?
Both, facing the love, become one.
Mother of fiber conceives her first child.
And two and three and the more she wants.
Because life is severina, but she is strong, she's a woman.
Children grow up, go away ...
Anyway, birds are born to fly ....
And the woman, as a mistress, sometimes cries, but nobody should worry.
Because a mother's heart is just this way...
has no beginning and no end ....
The mistress does not want to be left behind!
Goes work out, study, places the mind in operation.
And remember the time she would spent hours working.
Worked out, worked at home ....
Would gave her blood and her life to do her role.
The role of women, of professional, of mother, of wife.
So many roles for one person!
Its supossed to have lots of love....
Its supossed to have much force....
And estrogen running through her veins!


Because of that, congratulations to all  warriors women of the world!

domingo, 6 de março de 2011

O carnaval em tempos de axé

Eu nunca gostei muito de carnaval. Não gosto de multidões, de música alta ou de pessoas alteradas pela bebedeira. Em meus tempos de criança, confesso: gostava de me fantasiar... Aliás, que criança não gosta? Mas te digo que até esse gosto por fantasias durou pouco. Às vezes eu penso que sou de outro planeta ou que nasci na década errada.... Meus colegas saem atrás de trios elétricos, vão a micaretas e gostam de tudo que é modismo no mundo da música (o que, geralmente, me parece uma porcaria). Eu não era para ser assim também não? Se eu tivesse gostos mais convencionais eu seria mais "legal" aos olhos alheios? Bem, em uma fase da minha adolescência tentei agir de modo menos "senil". Começei a ouvir axé e até cheguei a ir a duas micaretas, mas poxa... aquilo não tinha nada a ver comigo. Foi depois que eu cheguei a essa conclusão que eu pude descobrir quem realmente eu era e, também, meus verdadeiros gostos pessoais. Em tempos de psirico, Luan Santana e Michel Teló viva a boa e antiga música! E, por que não dizer, viva também o antigo carnaval, o das velhas marchinhas, que mesmo mesmo também sendo um carnaval de multidões, pelo menos, era melhor e mais saudável. Hoje, quando eu penso em carnaval, logo penso em embriaguez, acidentes de carro, assédio e nudez. Triste realidade para uma festa originalmente, ao meu ver, mais familiar, mais natural e mais amigável. Mas... fazer o que.... os tempos estão mudados....
Então, para os foliões de plantão, um viva para a alegria saudável!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Poeminha literário

Queria escrever um poema diferente
Um poema cheio de rimas consoantes
Mas a ideia que chega a minha mente
Não tarda e se vai em poucos instantes


Tento sem sucesso recapturá-la
Mas ela é teimosa e insiste em não escutar
Me ponho de pé e ando pela sala
Mas meus pensamentos não encontram lugar


Não consigo entender ou achar o motivo
Onde está a luz da minha criatividade?
Se é também para escrever que eu vivo
Se o dom da arte meu coração invade!


Minha professora de literatura
Sabe exatamente o que diz...
Por isso não me sinto insegura
Creio que sou uma boa aprendiz


Por isso insisto em conseguir
Por em palavras a consoante rima
E com um sorriso posso concluir
Que consoante meu poema termina!

Bela.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Desastre da região serrana do Rio sopra as velhinhas

Depois de pouco mais de um mês dos desastres ocorridos na região serrana do Rio, nada mais é falado sobre o assunto. Fico pasma em ver como as pessoas se esquecem logo dos acontecimentos. Quando os primeiro deslizamentos de terra ocorreram, todos os jornais noticiavam o caos que se instalou nos locais atingidos e destinavam quase toda a sua programação a esse fim. Entretanto, como um passe de mágica, o assunto sumiu dos noticiários repentinamente. Ao meu ver, é como se fosse assim: os jornais te sufocam falando sempre do mesmo assunto por mais ou menos duas semanas e depois, quando veem que os espectadores estão ficando saturados, partem para outras matérias, esquecendo-se completamente do problema anterior como se ele tivesse milagrosamente se resolvido. Será que depois de um mês,tudo voltou ao normal nas regiões atingidas? Bem, de acordo com testemunha local, milhares de pessoas continuam desabrigadas e achar um apartamento para alugar está quase impossível devido à grande procura. Porém, o interessante nessa história toda é que os jornais (com exceção de alguns da tv fechada) nem sequer citaram as questões políticas e sociais envolvidas nos deslizamentos no Rio. Todos falaram das questões físicas e naturais, mas poucos desenvolveram alguma reflexão mais profunda sobre as causas desta catástrofe. Será que as pessoas estão somente a mercê da natureza? Será que a culpa toda é do tipo de solo e da quantidade de chuvas? Ora, esses são, no mínimo, pretextos bem fajutos para desviar a atenção das causas reais envolvidas: a negligência do governo, a falta de consciência por parte da população (que é consequência da baixa escolaridade e da intensa pressão social) e a complacência generalizada do governo e da própria sociedade.

A negligência do governo na ocupação do espaço urbano foi determinante para a ocorrência de tamanho desastre e junto a ela podemos colocar também os ínfimos investimentos governamentais em prevenção. O que se vê no país é a carência quase total em prevenir situações calamitosas e de risco, o que não deixa de ser uma questão cultural. Eu não se porque, no Brasil, gasta-se tanto em reconstrução e tão pouco em prevenção. Eu não sei porque temos que esperar que uma catástrofe ocorra para tomarmos providências para melhorar. Eu não sei porque milhares de pessoas têm que morrer para que a sociedade vislumbre uma antes óbvia situação de perigo. Eu simplesmente não sei e essa cultura brasileira de passividade e conformismo me envergonha.

Ironicamente, ou não, um grande volume de chuvas atingiu a Austrália no mesmo período. A fundamental diferença é que enquanto centenas de pessoas vieram a óbito  no Brasil, somente 30 pessoas faleceram na Austrália. Isso é uma vergonha para o nosso país. Agora, eu questiono, por que a ocupação das encostas (com consequênte desmatamento) e das margens do rio foi permitida pelo governo na região serrana do Rio? O mais curioso, neste caso, é que não podemos levantar aquele velho errôneo pensamento de querer responsabilizar as pessoas marginalizadas da sociedade por construirem suas moradias em regiões de encosta ao invés de se instalar em locais mais seguros, porém longe do centro (costumamos pensar: será que elas não sabem que é arriscado? e nos esquecemos de que elas não têm saída....); não podemos culpar o sistema educacional deficiente e não podemos dizer que os baixos salários do atual mercado de trabalho impedem que grande parte da população se instale em locais apropriados, pois famílias ricas também possuiam casas no altos das encostas na região serrana do Rio, o que nos leva a crer que o principal culpado não foi a questão social em si (como foi enumerado acima), mas sim o descaso do governo relacionado à ocupação desmedida do local e às questões preventivas. Famílias de boa condição econômica,em sua maioria, possuem qualificação educacional e, portanto, tinham plena consciência do risco de se construir em encostas.Essas famílias pagavam impostos e obtiveram a autorização da prefeitura para construir suas casas. Ou seja, quem deveria priorizar a segurança e a preservação da mata nativa (até mesmo para prevenir os deslizamentos), liberou o desmatamento e a construção em locais inapropriados. Bem , o resultado todos nós vimos.

O mais triste é saber que a sociedade brasileira, única que pode clamar pela mudança de postura do governo em relação a medidas de prevenção e a uma fiscalização específica para ocupação, continua complacente com tal realidade de displicência com o social. Alguns entitulam o Brasil de "O país de todos", mas a verdade nua e crua é que ele não passa de um país de poucos, um país em que somente os que podem pagar conseguem ter alguma chance de viver dignamente.

 Os brasileiros são emotivos por natureza, isso é fato. Porém, se não pararmos de sentir somente pena frente a desastres que poderiam ter sido evitados e substituir esse sentimento por indignação e por atos concretos para mudança , seremos eternamente pessoas compassivas que choram diante de perdas evitáveis. Há muito mais para refletir e repensar acerca deste e de tantos outros assuntos que envolvem o brasileirinhos. A questão é: a sociedade ainda possui a capacidade de enxergar mais longe e de se opor a realidades de que não gosta ou já foi toda tomada pelo não pensar contínuo que, entre outros motivos, a pobre programação televisiva brasileira impõe de segunda e segunda (o que também seria um outro assunto a ser refletido)? Se a população como um todo não modificar o modo de agir e de pensar, enfim, se nada for feito, daqui a pouco o país verde-amarelo ficará escondido sob a cor cinza dos escombros.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vida leve

Acho crítica a situação das pessoas no mundo de hoje.
Cheguei a essa conclusão quando passei a refletir mais profundamente sobre os sentimentos preponderantes em nossa sociedade majoritariamente capitalista. Eu, por muito tempo, fiquei fechada em meu próprio mundo, presa entre os quatro muros que construi em minha volta.
Às vezes, quando a vida desde cedo começa a lhe oferecer lições de "gente grande", é provável que uma barreira invisível seja cosntruída ao seu redor a fim de evitar futuras decepções. Essa posição é bastante confortável... você não corre riscos, não se machuca... Porém, chega um momento em que parece faltar alguma coisa. Seus ombros parecem tão pesados como se o peso do mundo estivesse sobre eles, seu coração se aperta em tamanha agonia que fica difícil suportar e, finalmente, sua mente assimila que há um espaço em branco em sua vida que não pode mais ser escrito.

Aquela posição que parecia ser confortável de repente se torna um fardo difícil de ser carregado, porém você se dá conta de que está tão amarrado em suas correntes de aço e de que passou tanto tempo enclausurado em seu pequeno mundo, que sair dele se torna uma árdua tarefa.

Admitir estar preso em seus muros invisíveis é o primeiro passo para se libertar deles.

Quando se faz um cadeado, faz-se também a sua chave.
Quando se contrói uma casa, colocam-se janelas e portas para entrar luz e ar.
Da mesma forma, quando você se fecha em seu mundo,  só você tem a chave para se abrir novamente à vida. Está preso em suas correntes? Ora, use a sua chave. Ela pode estar esquecida em algum canto, mas ela existe. Talvez, elas estejam enterradas em algum lugar que há muito não é mais visitado.

O bom é que depois de achar suas chaves e abrir suas janelas, a vida não parece mais tão pesada, tão difícil. Até mesmo problemas que pareciam ser insolúveis tornam-se pequenos  grãos de areia. Mas para que isso aconteça, é preciso que você se permita. Se permita e se condicione a acolher todas as dádivas que lhe são apresentadas. Quantos presentes de Deus não desperdiçamos por não enxergá-los ou por simples medo? Eu mesma já joguei fora vários. O pior é que esses presentes se vão pelas mesmas tênues gretas por que entraram e não retornam mais às nossas mãos.

Entretanto, a generosidade de Deus é tamanha que Ele não se cansa em fazer passar insistentemente pelas gretas mais e mais presentes até estarmos aptos a pegar um. Porém, antes de estarmos prontos para pegar esse presente, quantos não foram injustamente desperdiçados? Quantas pessoas foram magoadas? Quantas oportunidades de felicidade foram perdidas? Isso é muito sério. Nossa vida está inexoravelmente atrelada a várias outras e disto, não há escapatória. É por esse motivo que temos sempre que prestar atenção aos nossos atos e não tomar decisões precipitadas que possam ferir cruelmente outros.

Quer saber?? Se desamarre dessas cordas que te atrapalham (só você pode fazer isso) e seja feliz!! Comemore
Chore
Ame
Viva!!
Pois viver sempre foi e continua sendo a melhor coisa a se fazer.
Sentir a vida leve e estar em harmonia com Deus são grandes dádivas em nossa vida. Por isso, eu desejo a todos, sem distinção, o sentir da felicidade que emana destes dois sentimentos.